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Trombofilia: o que é o diagnóstico de Mariana Rios que requer cuidados durante a gravidez (GZH)
Trombofilia: o que é o diagnóstico de Mariana Rios que requer cuidados durante a gravidez (GZH)

O diagnóstico de trombofilia pode representar um fator de risco e requer tratamento especial nos primeiros meses de gravidez. A condição, que altera o equilíbrio da coagulação no sangue, ganhou destaque nesta semana após a atriz Mariana Rios revelar que perdeu o bebê que estava esperando. A artista tem o diagnóstico de trombofilia, que pode causar complicações na gravidez, e havia descoberto a gestação natural no mês passado. Em 2020, ela já havia sofrido um aborto espontâneo. A atriz é mãe de Palo, sete meses, fruto do seu relacionamento com o empresário Juca Diniz, por fertilização in vitro. "Depois de tanto tempo tentando, depois de todo o processo da Fertilização In Vitro (FIV), aquele positivo, aquilo, sim, parecia um milagre", afirmou a mineira ao relembrar a descoberta da gestação. Como a trombofilia afeta a gravidez Durante a gestação, o organismo da mulher passa naturalmente por diversas adaptações. Uma delas é o aumento da capacidade de coagulação do sangue, um mecanismo fisiológico que também ajuda a proteger a mulher contra sangramentos no momento do parto. Em mulheres com diagnóstico de algum tipo de trombofilia, isso pode aumentar o risco de formação de coágulos na circulação. A síndrome antifosfolípide (SAF), uma doença autoimune, é o principal tipo de trombofilia que pode surgir durante a gravidez. Segundo a coordenadora médica assistencial do Segmento Materno Fetal da Santa Casa de Porto Alegre, a obstetra Janete Vettorazzi, isso pode afetar não apenas a coagulação, mas também os mecanismos de implantação, formação e funcionamento da placenta. — Quando essa alteração placentária é mais significativa, pode haver maior risco de pré-eclâmpsia, restrição do crescimento fetal, parto prematuro por indicação médica e, nos casos mais graves, perda gestacional — explica a especialista. A especialista explica que a SAF representa um risco maior de aborto espontâneo nas primeiras 12 semanas, mas o acompanhamento com profissionais especializados em gestação de risco é essencial durante todo o período da gravidez. — Esse é um pré-natal especial, que precisa de um olhar especial, de exames realizados no momento correto, que fazem predição de risco dentro do desenvolvimento da gestação. Existem alguns exames que podem ser feitos que predizem um risco maior ou um risco menor. Tudo isso faz com que precise de um pré-natal que não vai ser uma vez por mês, mas com consultas mais frequentes — afirma a obstetra. Além disso, o diagnóstico não é uma certeza de que essas complicações vão acontecer ou de que haverá perda gestacional. O risco varia de acordo com o tipo de trombofilia, o perfil dos anticorpos, a história prévia de trombose ou de complicações gestacionais e outros fatores individuais. Especialistas salientam, porém, que nem todas as gestantes possuem indicação para investigar a trombofilia. É preciso analisar o contexto, como explica a hematologista do Hospital São Lucas da PUCRS, Tassia Callai. Casos em que é feita a indicação Mulheres que tenham histórico pessoal de trombose associada a doença autoimune Grávidas com parentes com trombofilia hereditária de alto risco Gestantes que tenham tido três ou mais perdas gestacionais Diagnóstico prévio de trombofilia A trombofilia tem duas origens: hereditária, que é uma condição genética, e a adquirida, que surge ao longo da vida causadas por doenças como lupus ou hepatite tipo C — esse último é o da atriz Mariana Rios. Quando a mulher possui um diagnóstico prévio de algum dos tipos da doença, é preciso realizar tratamentos preventivos durante todo o período da gestação. — Se já tem o diagnóstico fechado, vai ter o acompanhamento geralmente com com o obstetra, com hematologista. Tu inicias durante a gestação e mantém mais ou menos até seis semanas após o parto. Com isso tu consegues ter uma redução do risco de aborto espontâneo e complicações durante o parto — explica Tassia.